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o fariseu

...

28.11.15

Ele fazia-a rir. Rir como nunca ninguém fez.

Pegava-lhe pela mão e puxava-a.

Dava-lhe beijos de olhos fechados.

Cheirava-lhe o cabelo, perdia-se nos lábios, sentia-lhe o peito a bater alterado.

E o cabrão do mundo paráva.

A terra, os oceanos e essa porra toda, alinhavam na perfeição, encaixavam como duas peças feitas à mão.

E os dias foram horas e as horas foram dias. Semanas. Meses.

O tempo. Sempre o tempo.

E o tempo perguntou-lhes o que queríam do tempo.

Não lhe souberam responder.

Pois a única resposta que tinham para o tempo era quando o tempo paráva.

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