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o fariseu

...

28.11.15

 

Sentado lá na pedra nua no morro do Arpoador, havia aquele vai-vem de turista, de menino descalço, de pastel de carne, queijo e palmito.
E a gente lá sentado, quieto, mudo e de bem com a vida. Fecha os olhos e vê coisa que não é, sente coisa que não sente, bate uma saudade filadaputa do futuro que não foi.
O calçadão cheio de domingo lá embaixo, o som abafado de chinelo no pé trepando na areia.
- Tu não é daqui mané.
E não era mesmo.
Millôr, veio correndo pela areia, como sempre fazia. Passou pelo largo que agora leva o seu nome, subiu até onde eu estava e repetiu uma de suas geniais definições:
- “O pôr do sol é de quem olha”.
E ficou meu.