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o fariseu

...

04.07.16

Uma melga mordeu-me.



Ou mordeu-me uma melga.



Chupou-me o sangue a bicha sacana, como as vampiras fazem.



Levantei-me para a matar.



Procurei um sapato, uma catana, um facalhão.



Ocorreu-me entretanto que a cabra da melga era agora sangue do meu sangue.



Minha parente, familiar.



A grande puta.



Entrou para a minha familia à dentada.



Matando a melga estaria a matar um parente.



Não é bonito, não é legal.



Tornei-me a deitar.



Com mais um parente e menos uma jugular.